segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Comunicação com o mundo invisível



Admitidas a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, o espiritismo reduz-se a uma só questão principal: Serão possíveis as comunicações entre os espíritos e os viventes ?
Essa possibilidade foi demonstrada pela experiência; e, uma vez estabelecido o fato das relações entre o mundo visível e o mundo invisível, e conhecidos a natureza, o princípio e o modo dessas relações, abriu-se um novo campo à observação, encontrando-se a chave para um grande número de problemas.
Fazendo cessar a dúvida sobre o futuro, o espiritismo é poderoso elemento de moralização. O que faz nascer na mente de muitas pessoas a dúvida sobre a possibilidade das comunicações de além-túmulo, é a idéia falsa que se tem do estado da alma depois da morte.
Pensam que a alma depois da morte é um sopro, uma fumaça, uma coisa vaga e apenas admissível ao pensamento, que se evapora e vai, não se sabe para onde, mas naturalmente, para lugar tão distante que se custa a compreender como possa tornar à terra.
Se ao contrário, for considerada unida a um corpo fluídico, semimaterial, formando com ele um ser "concreto" e indivisível, as suas relações com os viventes nada tem de incompatível com a razão.
O mundo visível, vivendo no meio do invisível, com o qual está em contato perpétuo, origina uma incessante reação de cada um deles sobre o outro, e pode-se dizer que, desde que houve homens, houve também espíritos, e que, se estes tem o poder de se manifestar, devem tê-lo feito em todas as épocas e entre todos os povos.
Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos espíritos tomaram grande desenvolvimento e adquiriram caráter de maior autenticidade, porque estava nas vistas da providência pôr termo à praga de incredulidade e do materialismo, com provas evidentes, permitindo, aos que deixaram a terra, vir atestar a sua existência e revelar a sua situação feliz ou infeliz.
As relações entre os mundos visível e invisível podem ser ocultas ou patentes, espontâneas ou provocadas.
Os espíritos atuam sobre os homens de forma oculta, sugerindo-lhes pensamentos e influenciando-os, de modo patente, por meio de efeitos apreciáveis aos sentidos.
As manifestações espontâneas dão-se inopinadamente e de improviso; elas se produzem, muitas vezes, entre as pessoas mais estranhas às idéias espíritas e que, por causa disso, sem ter meios de explicá-las, atribuem-nas as causas sobrenaturais. As que são provocadas, dão-se por intermédio de certos indivíduos dotados, para isso, de faculdades especiais e denominados de médiuns.
Os espíritos podem manifestar-se de diversas maneiras diferentes: pela vista, pela audição, pelo tato, produzindo ruídos e movimentos de corpos, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc.
As vezes os espíritos se manifestam espontaneamente por pancadas e ruídos; é este, muitas vezes, o meio que eles empregam para atestar a sua presença e chamar sobre si a atenção, exatamente como nós, quando batemos para dar aviso de que alguém chegou à porta.
Alguns não se limitam a ruídos moderados, pois produzem barulho semelhante a louça que cai e se despedaça no chão, portas que se abrem e fecham com grande estrondo, móveis lançados ao chão, e alguns chegam mesmo a causar uma perturbação real e verdadeiros estragos.


FONTE: http://www.espiritismogi.com.br/cursos/resumo.htm